Saiba tudo sobre o modelo de disputa do que já foi o principal campeonato chileno

Ao lado do Torneo Apertura, o Clausura marcou época no futebol chileno. Juntos, os dois campeonatos formavam uma espécie de “turno e returno” do principal campeonato nacional chileno.

O modelo usado, que já teve adeptos por toda a América do Sul, foi substituído pelo Campeonato Chileno de Futebol em 2018, disputado em turno e returno pelos participantes do torneio.

Foto editada de grupo de pessoas posando para foto

Descrição gerada automaticamente
Jogadores comemoram conquista do Clausura. Foto: Albo Campeon

Entre 1997 (ano da primeira edição desse formato) até 2016, a competição fez parte do calendário do futebol chileno, e reuniu grandes equipes nacionais, que fizeram grandes disputas no território nacional.

Além dos grandes times, a geração formada pelo Chile nesse período, foi a mais vitoriosa da história, e dona de um trabalho em conjunto com a seleção nacional, para conseguir o primeiro título de sua história.

O início de alguns atletas no Colo Colo

Principal time nacional, o Colo Colo teve entre 2005 e 2007, um time montado com grandes atletas chilenos das categorias de base. Jogadores que hoje, tem um renome internacional, e ajudaram ao time do Chile construir uma hegemonia nesse período.

Ali, naquele período, começava a se construir o time chileno que, entre 2014 e 2016, foi um dos grandes adversários de Brasil e Argentina, entre as seleções locais. Claudio Bravo, Vidal, Valdivia e Alexis Sanchez, por exemplo, foram os maiores destaques do Colo Colo nessa época.

Grupo de homens com uniforme de futebol

Descrição gerada automaticamente
Time de 2005 do Colo Colo. Foto: Emol

Os jogadores que, dali em diante, trilharam caminho de sucesso fora do Chile, e alguns com grandes conquistas no cenário europeu e passagem por clubes como Barcelona (Espanha), Manchester City (Inglaterra), e Internazionale (Itália), viu ali, o início de uma boa geração que poderia render ao Chile o primeiro título da história da seleção.

Alguns jogadores como Vargas e Aranguiz, vieram um pouco mais a frente, no início da década de 2010. Porém, o grande destaque do selecionado nacional, estaria no banco de reservas, e montaria um time intenso, vibrante e amado por toda a comunidade do futebol internacional.

O time que virou um conjunto precisava de um maestro para aflorar a qualidade de cada um

No início da década de 2010, a Universidad de Chile, era o grande time do país. Ali, um baixinho, tatuado, estressado, mas muito vibrante e com uma equipe entrosada, de um toque refinado, e a intensidade de um time europeu, começava a se destacar.

Jorge Sampaoli, treinador da La U entre os anos 2010 e 2012, teve sucesso na conquistas dos títulos nacionais que disputou com a equipe chilena. Além disso, a vitória da Copa Sul-Americana, que representava o primeiro título continental da história do clube, foi um marco para o treinador.

Homem jogando frisbee na grama

Descrição gerada automaticamente
Sampaoli pelo Chile. Foto: Placar

Ao final de 2012, o treinador recebe o convite da Federação Chilena de Futebol para comandar a seleção nacional. O argentino aceita e ali, começaria uma história de envolvimento entre a população e o selecionado local.

As atuações vibrantes, com um time que dava gosto de ver jogar, melhoravam a cada jogo. O time montado em uma espinha dorsal fortíssima, com Claudio Bravo (goleiro e capitão), Vidal (principal meia), Sanchez e Vargas (atacantes), a seleção chilena cresce no cenário continental.

As atuações de destaque, esbarram no Brasil na Copa do Mundo de 2014

Com uma das seleções mais queridas dos amantes do esporte ao longo do torneio mundial organizado pela FIFA em 2014, o Chile demonstrava a cada jogo, que deveria ser levado a sério por qualquer adversário, se não seria surpreendido.

Depois de cair em um dos grupos mais difíceis da Copa do Mundo realizada no Brasil em 2014, o Chile se classifica como o segundo colocado do Grupo B, que tinha Holanda, Espanha e a Austrália.

A vitória contra os australianos e os espanhóis, deram ao Chile a vaga nas oitavas de final. Na sequência, o Brasil. Os donos da casa, comandados por Neymar, tiveram grandes dificuldades para superar o rival continental.

Com a derrota vindo nos pênaltis, o que se viu foi uma Seleção Chilena fortíssima, de forma jamais vista. Mas, o que seria a tristeza dos chilenos naquela competição, se transformaria na euforia no ano seguinte, com a Copa América, disputada em casa.

O título da Copa América marca a melhor geração de jogadores chilenos

Em 2015, a principal competição da América do Sul, envolvendo seleções, teve o início no Chile, no dia 11 de junho. Ao longo da competição, o time chileno cresce e se destaca.

Na fase de grupos, os comandados de Sampaoli somaram sete pontos no grupos que tinha ainda Bolívia, Equador e México. Ao todo, foram duas vitórias e um empate em três jogos disputados.

Depois da classificação para a fase decisiva da competição, o primeiro adversário seriam os uruguaios. Atuais campeões, e com o Cavani como o principal nome, o Uruguai vinha em busca do bicampeonato do torneio.

O Chile não tomou conhecimento, e se classificou depois do placar de 1 a 0. Na semifinal, o Peru do artilheiro Paolo Guerrero. Outra vitória, dessa vez, por 2 a 1. Na grande final, a Argentina de Lionel Messi.

Pessoas de uniforme

Descrição gerada automaticamente
Chile campeão. Foto: O Globo

Os argentinos que viviam um longo jejum de títulos e que haviam perdido a Copa do Mundo para os alemães em 2014, vinham com tudo para buscar a sonhada conquista. Porém, com o 0 a 0 no tempo normal, na decisão por pênaltis, Claudio Bravo foi o grande destaque.

Ali, a Seleção Chilena, vencia seu primeiro título, com uma geração fortíssima, montada no território nacional. Atualmente, a Liga Chilena de Futebol, é disputada no formato de turno e returno, em uma única competição.

Quer ficar ligado em tudo o que acontece no futebol chileno? Aqui no Bets, você não perde nenhum lance e vive antenado sobre tudo do mundo da bola!

Compartilhe esse conteudo