Como já ficou comum nos últimos clássicos, o Fluzão se deu bem mais uma vez sobre os rubro-negros e levou a taça do Carioca para as Laranjeiras

Jogo decisivo do Fluminense no Carioca tem gol de Germán Cano. Esta foi a lei do estadual, que fez o tricolor das Laranjeiras quebrar a sequência de títulos consecutivos do Flamengo. Após vencer o primeiro jogo da decisão no meio de semana, o Fluminense só precisou empatar na segunda partida para comemorar neste sábado (2/4) o primeiro título em uma década.

A conquista marca também uma redenção para Abel Braga, que era o técnico do último título carioca (em 2012) e no Maracanã (em 2005). Eliminado na chamada pré-Libertadores, Abelão conseguiu dar a volta por cima e reorganizar o grupo para, com muito coração, superar o Flamengo, de onde saiu escorraçado em 2019, antes da avalanche Jorge Jesus.

Azarão, o Flu desbancou o rico Flamengo

Paulo Henrique Ganso, decisivo nas duas partidas, mas principalmente na deste sábado, elogiou demais o seu treinador. Ele entrou no time titular em ambas as decisões contra o Flamengo: “Tudo isso passa pelo Abel. Ele conversa com o jogador e sabe a maneira de lidar com os atletas. Só agradeço a ele pela paciência e sabedoria que me deu. Só assim a gente pode vencer”, declarou o camisa 10 do Flu.

Quem também comemorou demais foi o atacante Fred, que conquistou o primeiro título com o tricolor carioca no Maracanã: “É um ano especial para mim. Faltam poucos meses para acabar minha carreira. Se tivesse como escolher o momento desse fim, seria com um titulo”.

Agora, o Fluminense diminuiu a vantagem do Flamengo, maior campeão carioca, com 37 títulos. O tricolor das Laranjeiras chegou às 32 taças, abrindo distância em relação a Vasco (com 24) e Botafogo (com 21).

Como foi a partida

Embora tivesse a vantagem, e ao contrário do esperado, o Fluminense não entrou com 10 volantes nem preparado apenas para se defender. Até mais da metade da partida, quem atacava era o tricolor, primeiro com Manoel e depois com Cris Silva.

No entanto, o trio de ataque flamenguista fez a diferença. Bruno Henrique escorou de cabeça na intermediária, a bola sobrou para Arrascaeta fazer a sua magia, passar pelo defensor em velocidade e cruzar na marca da pequena área. Gabigol apenas empurrou para o gol, comemorando o seu nono no torneio. O uruguaio fez a sua 52a assistência com a camisa rubro-negra.

Maestro do Fluminense: o camisa 10 dominou o meio campo, sendo essencial para o título carioca

Mas o Fluminense não se abateu. Experiente, comandando por Ganso, chegou ao empate após boa trama pelo lado esquerdo do ataque. Arias recebeu do camisa 10 tricolor e cruzou para Germán Cano. O argentino chegou batendo como dava, a bola bateu em Filipe Luís e morreu no fundo do gol. Foi o décimo gol de Cano, artilheiro do estadual.

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No segundo tempo, a maior emoção foi um pênalti aos 16 minutos, marcado pelo VAR. Filipe Luís, com a mão aberta, bloqueou um drible de Cano. O próprio argentino bateu, mas parou no goleiro Hugo.

A partir daí, muito nervosismo e confusão. O veterano atacante Fred entrou e, repetindo o roteiro da semifinal contra o Botafogo, foi expulso minutos depois, conseguindo levar junto consigo Bruno Henrique. Sem cabeça nem pernas, o Flamengo não competiu mais, entregue ao empate.

Próximas partidas

Ambos os clubes não terão tempo nem de comemorar nem de lamentar. O Flamengo joga nesta terça, contra o Sporting Cristal, às 21h30, em sua estreia na Copa Libertadores da América. Já o Fluminense recebe o Oriente Petrolero, pela Sul-Americana, às 19h15 desta quarta-feira.

Seleção do campeonato

Abel Braga foi eleito o melhor técnico. No gol, Rodrigues (Vasco), com Daniel Borges (Botafogo) e Sanchez (Portuguesa). Na zaga, David Luiz (Flamengo) e Nino (Fluminense). Na volância, André (Fluminense) e João Gomes (Flamengo). Nas extremas, Nenê (Vasco) e De Arrascaeta (Flamengo). Na frente, Gabigol (Flamengo) e Germán Cano (Fluminense).

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