O Vegalta Sendai é um time profissional de futebol que atualmente disputa a segunda divisão da J-League, no Japão. Leva o nome da cidade em que foi fundado, Sendai, capitão da região de Miyagi.

Escudo do time Vegalta Sendai. (Foto: Wikipédia)

Sendai é uma das maiores cidades do país, ficando há três horas ao norte de Tóquio, indo de trem. O time de futebol não é o único da região, mas um dos mais relevantes. Sendai conta com uma grande base de atletas do esporte, sendo referência no esporte.

O clube manda seus jogos no Sendai Stadium, ou Yurtec Stadium Sendai como também é chamado, que é também a casa do Sony Sandai FC. O estádio é um dos mais bonitos do Japão, por sua estrutura contém decks duplos de grande altura e teto semitransparente.

As arquibancadas são bem próximas ao campo, o que garante uma boa visibilidade, agradando os torcedores dos times da casa. A arquitetura inovadora rendeu comparações ao estádio do Ajax, Amsterdam Arena, na Holanda.

Apesar de não ser capaz de competir com o Estádio Miyagi, um dos estádios oficiais da Copa de 2002, a casa do Vegalta é muito relevante no cenário esportivo e comporta a maioria das partidas do clube, exceto aquelas com público de mais de 19 mil expectadores. Tem um local de fácil acesso e é perto do centro da cidade.

Foto do Sendai Stadium. (Foto: http://www.jsoccer.com/).

Voltando ao início da equipe, há de ser pontuado que o Vegalta é um time relativamente novo, criado somente em 1988, como Tohoku Electric Power Co., uma empresa de energia elétrica da região.

Em 1994, a equipe entrou na liga semiamadora JFL, correspondente à quarta divisão do futebol do país, mas com o nome Brummel Sendai.

O nome foi alterado para Vegalta Sendai três anos depois, em 1997, ao entrar para a J-League. O nome foi inspirado em duas estrelas, Vega e Altair, que são personagens de uma lenda local. O festival Tanabata, realizado no verão, comemora a data que as duas estrelas atingem o ápice e é muito popular na região.

A entrada na J-League não ajudou o time a despontar nos primeiros lugares da tabela. Assim como na JFL, seu desempenho garantiu somente lugares no meio da tabela.

Em 1999, Hidehiko Shimizu, ex-treinador do Avispa Fukuoka, assumiu a equipe e reforçou o elenco de jogadores. Nobuyuki Zaizen, Takahiro Yamada, Teruo Iwamoto e o brasileiro Marcos Souza Ribeiro compunham esse time. As novas contratações deram resultados e, em 2002, o Vegalta conquistou a promoção à primeira divisão, a J1.

A torcida ficou em euforia com a subida para a primeira divisão e compareceu em peso nas partidas do time. Esse apoio o ajudou a ficar invicto nas primeiras 7 partidas da temporada, e apesar da queda do rendimento depois disso, a equipe teve um desempenho excepcional para uma estreante na J1.

Em 2003, o time começou com resultados ruins. A diretoria tomou uma série de decisões questionadas pelos torcedores, demitindo o técnico Hidehiko Ahimizu alegando falta de um pulso firme no comando do clube.

Se encaixando no perfil desejado pela diretoria, o disciplinador Zdenko Verdenik foi contratado e começou a liderar o Vegalta. O tratamento severo e crítico com os jogadores trouxe uma demissão após apenas nove meses de trabalho, após a insatisfação da maioria.

A filosofia do técnico era polêmica e se baseava em buscar empates sem gols em jogos difíceis, sem riscos e de forma segura, sem investir no ataque. Em 2004, a equipe, por reflexo nessa política, terminou em quarto lugar.

Apesar desses altos e baixos, a equipe contou com o forte fluxo financeiro, graças a seus patrocínios e, principalmente, a torcida apaixonada. Isso garantiu que o time se recuperasse rapidamente do rebaixamento e reestruturasse a comissão técnica e elenco. Contrataram novos talentos e se estabeleceram como um dos clubes mais fortes da segunda divisão, forte candidato à promoção a primeira divisão.

Felippe Cardoso, brasileiro que atuou no clube. (Foto: www.mercadodofutebol.com.br)

No entanto, sua subida à primeira divisão só aconteceu em 2010, sob o comando de Makoto Teguramori. O técnico havia sido contratado em 2008 e conseguiu garantir a saída da J2.

As aquisições da equipe em 2011 para a primeira divisão foram polêmicas. Teguramori investiu em jogadores veteranos conceituados, o que gerou especulações sobre as intenções publicitárias do treinador. Mas depois de sua promoção, o clube passou seu maior período sem rebaixamento, até o ano de 2021.

Infelizmente, a temporada de 2011 foi interrompida drasticamente em março pelos terremotos e tsunamis no leste do país. A tragédia atingiu uma grande proporção, com 200 mil mortos e milhões de desabrigados.

O time figurou na vanguarda dos esforços humanitários para a ajuda e recuperação dos desabrigados. O Vegalta, na figura do seu técnico e atletas, representou a força japonesa altruísta e ganhou diversos simpatizantes.

Seu estádio fico fechado por 6 meses para reforçar o que foi abalado pelo terremoto, mas contou com o apoio da crescente base de fãs do clube.

Jogadores do clube comemorando gol. (Foto: Trivela)

Em 2012, o Vegalta bateu seu recorde na primeira divisão, chegando em segundo lugar da J-League. Mas após o feito, viu seu desempenho cair ano a ano, ficando entre o 11º lugar e o 14º.

Em 2020, com a pandemia de Covid-19, a equipe não teve um desempenho satisfatório, terminando a temporada na 17ª posição na tabela. Em decorrência do vírus, não houve rebaixamento de nenhum time em 2020, e o Vegalta continuou da J1, a primeira divisão da J-League.

Porém, no ano seguinte o fantasma do rebaixamento reapareceu e o clube terminou a temporada em 19º lugar, sendo rebaixado para a segunda divisão. Este ano, disputando a J2, o Vegalta vem tendo bons resultados, figurando no topo da tabela.

Então, podemos esperar uma boa briga pela promoção à primeira divisão!

Fique ligado aqui no Bets para acompanhar esse e outros times da J-League.

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