Um dos países mais tradicionais no futebol, a Itália tem uma na Série A do futebol feminino, uma história de superação para as mulheres italianas.

Para o futebol masculino, os apaixonados pelo esporte na Itália, sempre tiveram nos times nacionais a grande paixão e um dos motivos de orgulho dos italianos. Juventus, Internazionale, Milan, Roma, Lazio... São grandes times ao longo da história do futebol italiano.

O futebol italiano é tetracampeão mundial no masculino, e é um dos maiores vencedores da história das Copas do Mundo, empatado em títulos com a Alemanha e perdendo apenas para o Brasil, com cinco títulos.

Grupo de pessoas jogando basquete

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Jogadoras da Juve levantam a taça do torneio. Foto: Sky Sports

Porém, no futebol feminino, a dificuldade em emplacar uma liga nacional de destaque, é tratada pelas mulheres italianas como um fator histórico, visto com preconceito pelos amantes do esporte local.

Uma trajetória curiosa antecedeu a criação da liga nacional de futebol italiano

Com a fundação do Campeonato Italiano de Futebol Feminino apenas em 1968, o primeiro registro histórico da prática do esporte por mulheres, aconteceu em um dos períodos mais difíceis da história italiana.

Em 1933, já com ascensão do fascismo italiano, que teve em Benito Mussolini o personagem principal desse capítulo da história italiana, ocorreu em Milão uma partida de futebol organizada pelas mulheres do Gruppo Femminile Calcistico.

Com aproximadamente 30 jovens jogadoras, de 14 a 20 anos, o jogo entre as mulheres de Milão, é considerado como o início da história do futebol feminino na Itália.

Foto em preto e branco de grupo de pessoas na grama posando para foto

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O Fascismo interferiu até nas cores do uniforme da Seleção Italiana. Foto: Calciopédia

A duração das reuniões mensais da equipe, durou nove meses e foi interrompida pelo presidente do Comitê Olímpico Nacional italiano da época, Leandro Arpinati. A proibição da prática do esporte diante de público, foi o ato tomado pelo presidente do CONI para evitar a propagação e desenvolvimento do futebol feminino na Itália.

Segundo relatos da época, os líderes fascistas que auxiliavam as equipes do futebol nacional, eram contrários à prática do esporte por mulheres, não desejando o desenvolvimento do futebol feminino.

Ao longo do fascismo italiano, Achille Starace, que sucedeu Arpinati na presidência do Comitê Olímpico local, foi mais radical que o antecessor, e proibiu a prática da modalidade entre as mulheres, para que fosse evitado o surgimento de outros grupos.

O fim do fascismo e os primórdios da liga

Com a queda de Mussolini, e sua morte em praça pública, com direito a execução e exposição do seu corpo aos cidadãos de Milão, a Itália procurava retomar a prosperidade nacional após a Segunda Guerra Mundial marcar a vida dos italianos.

O futebol feminino nacional retoma a prática a partir de 1946, e vê o surgimento de equipes femininas, tradicionais no futebol masculino, como a Roma e o Napoli. Até o início da liga em 1968, os jogos com caráter de amistoso, já desenhavam a vontade das mulheres italianas na criação de uma liga nacional forte, com potencial para ser uma das maiores do mundo.

A criação da liga em 1968

Após anos escondidas e com o retorno das atividades do futebol feminino recém completados 22 anos, a Federação Italiana de Futebol oficializa a criação de uma liga nacional com as equipes italianas.

A competição que teve no Genova o primeiro campeão do torneio, viu ao longo dos anos o Torres se destacar como o principal vencedor do campeonato nacional do futebol feminino. A equipe dona de sete conquistas da competição, teve seu último título na temporada 2012/13.

Nos últimos anos, a Juventus veio se destacando no cenário italiano e é a atual tetracampeã do torneio nacional, e o time a ser batido. Com o retorno do Milan ao protagonismo do cenário nacional, são as duas grandes equipes da liga italiana.

A Juve se firma como a maior potência do cenário nacional

Dona da hegemonia de conquistas nacionais da liga italiana do futebol feminino, a Juventus é uma equipe recente no cenário italiano. O anúncio da formação de um time feminino foi feito pelo diretor de futebol do clube Giuseppe Marotta em maio de 2017.

Dali em diante, o clube teve em Rita Guarino o maior destaque da equipe. A gerente do futebol feminino da Juventus, com o aval da diretoria do gigante italiano, é a responsável pela montagem de um time que vem de quatro conquistas da liga italiana.

Jogador de futebol com pessoas assistindo

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Jogadoras da Juve comemoram em jogo da equipe. Foto: Portal Terra

Por curiosidade, no futebol masculino, o time da Juventus é uma das grandes equipes do futebol nacional, tendo conquistado a maior parte das últimas edições do Campeonato Italiano nos últimos anos, é um dos maiores times europeus e constantemente chega como um dos favoritos ao título das competições continentais.

Na atual temporada, Roma e Milan seguem na caça da Juventus

A Roma é um dos clubes de maior tradição no futebol feminino. A equipe da capital do país, é a segunda colocada na atual temporada da liga nacional, que tem a Juve como líder do torneio.

Seguida pela surpresa nacional do Sassuolo, a Roma tem uma campanha de 34 pontos em 14 jogos, com 11 vitórias, um empate e duas derrotas, e está empatada com a equipe do Sassuolo.

Na quarta colocação, o Milan busca retomar as glórias do futebol feminino da equipe dos anos 1990, melhor período de sua história na modalidade. Na atual temporada, são 31 pontos conquistados em 14 jogos, com 10 vitórias, um empate e três derrotas.

Pessoas com uniforme de futebol

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Jogadoras do Milan comemoram em jogo da equipe. Foto: Portal Fute News

A competição que tem 22 rodadas, segue na sua reta final, e a Juve tem boa vantagem para a Roma, com seis pontos de diferenças, faltando oito jogos para o fim do campeonato.

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