A criação do Clube Atlético Patronato de la Juventud Católica, mais conhecido como Patronato, surgiu da ideia evangelizadora do padre Bartolomé Grella. Ele pensou em aproximar os jovens da catequese através do esporte.

Foi então que, com essa ideia na cabeça, o religioso deu vida ao mais novo time de futebol argentino. Isso aconteceu em 1914, na cidade do Paraná, uma província de Entre Ríos, uma das mais populosas do país.

No ano de 1921, os dirigentes do Patronato adquiriram o primeiro campo da equipe que ficava na rua Andrés Pazos y Misiones, onde hoje está localizado o Círculo Católico de Obreros.

Após essa compra, o time conseguiu se destacar como um dos melhores do futebol paranaense, tanto que passaram invictos por duas campanhas, a de 1924 e 1927.

Já em 1931, o padre Bartolomé comprou um lote na rua 3 de Febrero, onde ergueu a capela de Santa Teresita e dois campos de futebol, dos quais um servia para jogos oficiais e o outro para treinamentos.

O novo estádio

Foi só em 30 de maio de 1956 que o estádio Presbítero Bartolomé Grella, a nova e atual casa do Patronato, foi inaugurado com capacidade para receber 22 mil pessoas.

(Foto: Reprodução/Site Oficial Patronato)
(Foto: Reprodução/Site Oficial Patronato)

Uma trajetória cheia de títulos desde sua criação. Ainda na década de 1950, o clube conseguiu se sagrar campeão do campeonato local por cinco vezes.

Na década seguinte, conquistou mais quatro campeonatos locais, além de ter participado das eliminatórias regionais que davam acesso à Primeira Divisão Nacional argentina, nos anos de 1969 e 1970.

Novamente, em 1972 e 1977, ergueu a taça da Liga Paranaense de Fútbol, e se qualificou para o torneio regional, que, naquela época, fornecia quatro vagas para a elite do futebol da Argentina.

Patronato passou invicto

Essa última qualificação para os regionais foi conquistada de maneira invicta pelo Patronato, que se tornou um marco na competição.

O Clube Venceu o Gimnasia Y Esgrima de Concepción del Uruguai, o Libertad de Concordia, o Bartolomé Mitre de Posadas e o Benjamín Matienzo de Goya.

Na final, disputada em duas partidas, bateu o Sportivo Patria de Formosa e conseguiu mais uma oportunidade para o acesso à competição nacional. O Patronato obteve também, a vitória dos torneios de 1984, 1988 e 1989, com mais uma participação no qualificatório da região em 1984.

Durante os anos 90 e 2000 esteve ativo na Liga Paranaense onde, por diversas vezes, quase conseguiu o acesso à liga nacional argentina. Porém não obteve sucesso até então.

Mas o tão esperado acesso veio

Depois de muito lutar, o Patronato conseguiu o acesso ao Torneo Argentino na temporada 2007-2008, esta que equivale a terceira divisão do campeonato nacional da Argentina.

(Foto: Reprodução/Site Oficial Patronato)
(Foto: Reprodução/Site Oficial Patronato)

Apesar dos bons resultados até o início dos anos de 2010, na temporada de 2013/2014, o time passou pelo que foi considerada uma das piores campanhas. Isso aconteceu durante a participação no campeonato argentino, o Nacional B ou Torneo Argentino B.

O Patronato terminou a competição na 19ª colocação com apenas 49 pontos.

Na temporada seguinte, o time conseguiu se sair melhor no Nacional B, dos quais ficou 11 rodadas seguidas na liderança, mas, no final, perdeu forças e não conseguiu o acesso à primeira divisão.

Já no ano seguinte, o time conquistou o tão sonhado acesso à elite do futebol argentino, com uma vitória na repescagem, e permanece lá até hoje.

Os títulos locais e as conquistas de acesso do Patronato

O Patronato se sagrou 30 vezes campeão da Liga Paranaense de Fútbol ao longo de seus 107 anos de história, mesmo com os altos e baixos de sua trajetória.

Dentre os outros dois títulos mais relevantes da equipe, está a conquista do Torneo Argentino B, na temporada de 2007-2008, que conseguiu após vencer o Central Córdoba em Santiago del Estero.

Na temporada de 2009-2010, foi campeão do Torneo Argentino A, campeonatos estes que correspondem, respectivamente, à quarta e terceira divisão do país.

A artilharia fundamental

Um dos principais jogadores a vestir a camisa do Patrono foi o atacante argentino Diego Jara, que iniciou sua carreira no Sportivo Las Heras.

Sua grande marca pelo time paranaense foi a artilharia no Torneo A Argentino da temporada de 2009-2010, dos quais marcou 27 gols ao longo da competição. O que ajudou o time na conquista do título daquele ano.

Diego Jara, do Patronato, comemorando gol (Foto: Reprodução/Entre Ríos - Diego Jara)
Diego Jara, do Patronato, comemorando gol (Foto: Reprodução/Entre Ríos - Diego Jara)

Outro importante jogador que passou pelo time foi o meia-atacante argentino Leonardo Matías Garrido. Ele foi contratado em 2014, ano marcado por sua boa atuação quando fez 10 gols na temporada que garantiu o acesso do Patronato à primeira divisão.

Do azul escuro ao vermelho e preto

No começo de sua trajetória a equipe argentina utilizava como cor oficial de seu uniforme o azul escuro.

Porém, em 1920, as cores vermelha e preta passaram a ser as principais do Clube Atlético Patronato de la Juventud Católica.

Tudo isso em homenagem ao padre Bartolomé Grella, idealizador e patrono do time, que era italiano de nascimento e torcia para a equipe do Milan.

As outras modalidades do Patronato

Além do futebol, o Patronato também está presente e ativo em outras modalidades esportivas como o basquete, softball, vôlei, patinação artística, judô e karatê.

Mas é no campo que o clube mais se destaca e leva o maior número de torcedores às arquibancadas do estádio Presbítero Bartolomé Grella.

A permanência na primeira divisão em 2022

Na última temporada de 2020-2021 o time terminou em 23º lugar com 25 pontos em 25 jogos disputados na segunda fase da competição.

Quanto ao desempenho foram apenas 5 vitórias, 10 derrotas e 10 empates.

Para a próxima temporada a equipe do técnico ítalo-argentino, Iván Delfino buscará uma colocação melhor dentro do campeonato para se manter na elite do futebol da Argentina.

O treinador tem contrato até o final de 2022, então tem uma missão difícil pela frente.

Para isso, ele contará com alguns novos nomes no Patronato, que chegam para tentar melhorar o desempenho da equipe e não deixar que ela volte à série B do campeonato.

Entre eles, está o meia-esquerda argentino, Nicolás Castro, que veio, sem custo, do Arsenal Sarandí, time que foi último colocado da Superliga Argentina na última temporada.

Além dele, também é recém-contratado o meia-central “hermano”, Tiago Banega, que veio direto do Racing Club II.

Com essas novidades, o Patronato espera não só se manter na primeira divisão, mas conquistar, quem sabe, o tão sonhado título argentino e ir brigar pela Taça das Américas na temporada 2022.

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