Foi a sexta vitória seguida em clássicos cariocas, um recorde histórico para o time treinado por Abel Braga

Botafogo e Fluminense abriram ontem, no Estádio Nilton Santos, a primeira perna da segunda semifinal do Campeonato Carioca de 2022. E o Fluzão venceu fora de casa, conquistando o seu sexto triunfo seguido em clássicos, um feito inédito na história do clube.

Assim, o Flu não sabe o que é perder desde a final do Carioca passado (derrota para o Flamengo por 3 a 1). São duas vitórias sobre o Botafogo (somando a de ontem), uma sobre o Vasco e três sobre o Flamengo.

John Arias comemorou o seu quinto gol nesta temporada, atrás apenas de Germán Cano na artilharia do Tricolor das Laranjeiras

Agora, o Fluminense ampliou a sua vantagem. Além de decidir no Maracanã, pode perder por um gol que ainda estará classificado. Ao Botafogo, resta apenas uma vitória por 2 ou mais gols.

Como foi a partida

O primeiro tempo do clássico foi bem abaixo das expectativas: poucas chances de gol, muitos erros de passe e de domínio técnico. Nenhum time parecia estar ligado para decidir a parada. Apenas aos 47 minutos é que Rikelmi desperdiçou boa chance para o Fogão, exigindo grande intervenção do goleiro Marcos Felipe.

A segunda etapa começou bem melhor. Logo aos 3 minutos, Kayque avançou no contra-ataque, disputando a pelota e deixando Chay livre para marcar. O chute cruzado não conseguiu encontrar uma finalização certeira de Matheus Nascimento, que mandou para fora, pertinho do gol.

Aos 20 minutos, o técnico Lucio Flavio aproveitou a parada técnica para fazer uma dupla mudança: Ericon entrou no lugar de Matheus Nascimento e Breno rendeu Kayke. De seu lado, Abel Braga respondeu com sangue novo: Ganso entrou no lugar de David Braz, alterando o esquema de 3 para 4 na linha defensiva, além de Nonato por Martinelli, bem como Yago Felipe por Calegari.

Parte da torcida já pede a entrada de Ganso no time titular, ele vem rendendo muito bem quando entra na segunda etapa

Com apenas 30 minutos de jogo, Ganso acertou seus 20 passes, além de desarmar e fazer uma boa inversão de bola. Foram dois passes para gol. No primeiro, Nonato desperdiçou. No segundo, John Arias mandou para as redes. Sua precisão e classe foram vitais para o Fluminense buscar a vitória em pleno Nilton Santos.

Ainda antes do fim da partida, Pineida teve um choque na cabeça e teve de ser levado ao hospital para exames médicos, após a entrada da ambulância dentro do campo. No fim, o Botafogo não conseguiu mais incomodar o Fluminense, perdendo o jogo em casa.

Falam os treinadores

O treinador do Flu Abel Braga enfatizou a importância da vitória, logo depois da traumática eliminação da Copa Libertadores da América: “Eu mesmo fiquei surpreendido ontem e anteontem, eu falei: eu me senti incapaz de mudar a cabeça de vocês [jogadores]. Mas no fundo eles mudaram. Eles batalham muito. Não é à toa, estamos no mês de março, e nenhuma equipe fez 16 jogos com 13 vitórias, duas derrotas e um empate, com cinco gols sofridos”.

De seu lado, o técnico interino Lucio Flavio, do Botafogo, preferiu apontar a inexperiência de seu elenco como um dos fatores decisivos para a derrota no clássico: “Acho que algumas escolhas não foram boas em determinados momentos. Em alguns momentos poderíamos ter optado por esticar a bola, tentamos driblar e perdemos. Em outros momentos, poderíamos carregar um pouco mais a bola, optamos por dar o passe. Mas acho que acima de tudo valeu muito pela postura que os atletas tiveram, grande parte deles meninos”.
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