O mandatário do UFC usou um palavrão para descrever as bolsas pagas aos pugilistas, que chegam a ser muito maiores do que as pagas pelo MMA.

Bolsas muito altas para o boxe

“Todos aqueles caras F** são pagos em excesso”, disse Dana ao Pivot Podcast. Presidente da maior organização do MMA do mundo, Dana mostrou-se cada vez mais incomodado com a questão e mais uma vez rebateu críticas ao abismo entre as bolsas pagas aos lutadores de boxe e do MMA.

Em resposta às críticas, Dana diz que os boxeadores são simplesmente pagos em excesso - o que para ele é um problema para o boxe.

Dana White critica bolsas de boxe. Imagem: UFC

- Você ganha dinheiro suficiente? Você? Eu quero conhecer aquele cara que diz: 'Oh, eu estou bem. Eu ganho muito dinheiro. Não preciso de mais um centavo. Você nunca vai conhecer aquele cara. Isso nunca vai acontecer. Todo mundo quer mais dinheiro. E um dos grandes problemas com o boxe também, é que todos esses caras são pagos demais, e toda vez que eles brigam, é uma venda fora do negócio”, ressaltou.

Nos últimos meses, o Ultimate tem recebido fortes críticas em relação aos pagamentos dos atletas, o que levou inclusive a busca de ex-lutadores a fazerem lutas de exibição do boxe com valores muito acima dos pagos às lutas do UFC. Anderson Silva foi um deles e em apenas uma luta no boxe ganhou o mesmo que em sete anos no UFC.

Essa diferença levou alguns campeões, como Kamaru Usman, dos meio-médios, e Francis Ngannou a flertar possíveis lutas de boxe antes de renovarem com o UFC. Ambos os atletas demonstraram interesse nos grandes eventos de boxe, inclusive Francis chegou a comparecer à luta de Tyson Fury em Wembley para desafiar o pugilista.

Francis Ngannou vai a evento de boxe para desafiar Tyson Fury - Imagem: MMA World

750 atletas na organização

Como justificativa, Dana White disse que as bolsas são diferentes porque a organização precisa lidar com o pagamento de 750 lutadores contratados:

“Estamos apenas tentando conseguir o máximo de dinheiro que pudermos de vocês (...) Você não pode construir um esporte. Você não pode ter 750 lutadores contratados, ganhando dinheiro, alimentando suas famílias todos os anos, com esse tipo de mentalidade. Não funciona. Você tem que administrar um negócio", disse Dana.

O presidente do UFC também falou sobre o modelo de negócios adotado, que preza por compartilhar os ganhos do pay-per-view com o atleta. Segundo ele, se o lutador é a atração principal do card, ele possui uma valorização maior.

Em relação às bolsas milionárias do boxe, Dana acredita que não há uma base para premiações que giram em torno de 30 milhões de dólares: “Eu quero $ 30 milhões de dólares.' Certo, baseado em quê? Eu também. Dê-me $ 30 milhões. Todos nós queremos US$ 30 milhões, mas com base em quê?”, completou.

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