Introdução

Nome completo: Képler Laveran Lima Ferreira

Data de nascimento: (39 anos)

Altura: 1,88m

Posição: zagueiro

Clube mais importante onde jogou: Real Madrid

Maior Feito: campeão da Eurocopa com a seleção portuguesa

Carreira

Nascido em Maceió, talvez nem o próprio Képler imaginaria que ele se tornaria o grande zagueiro Pepe, capitão do Real Madrid, do Porto e da seleção portuguesa. Aos 17 anos, deixou o Corinthians Alagoano para tentar a sorte na "terrinha". E como foi recompensado!

Em Portugal, Pepe iniciou a carreira no Marítimo B, indo para o time principal logo em seguida. Em três temporadas no clube, fez 3 gols em 64 partidas. A garra, força física e altura chamaram a atenção do Porto, que contratou o zagueirão em 2004.

Passando 3 anos na cidade tripeira, Pepe realizou 89 jogos, marcando 8 gols, uma excelente média para um zagueiro. No período, conquistou o bi do campeonato português, além de uma Taça de Portugal e de um Mundial de Clubes, em dezembro de 2004, contra o Once Caldas. No fim de sua passagem, ele já possuía o passaporte português.

Pepe cresceu muito sob o comando do holandês Co Adriaanse, que adotava o sistema de três zagueiros. Ali no Porto, o brasileiro faria uma boa parceria com Ricardo Costa.

Uma década de Real Madrid

Numa das maiores transferências da época, o Real Madrid gastou a bagatela de 30 milhões de euros para contratar Pepe. Parecia um absurdo o valor tão alto, mas logo essa cifra seria ainda maior, para defensores muito piores do que Pepe. No Santiago Bernabéu, o brasileiro naturalizado português provou que era um dos melhores zagueiros do mundo.

Ele conquistaria o primeiro título nacional na segunda temporada, embora tenha sofrido com lesões e também com suspensões. No fim, ficou de fora por 10 partidas após uma imensa confusão com jogadores do Getafe. Isso ajudou também a consolidar a imagem de jogador violento na Espanha.

A partir de 2010, com a chegada de José Mourinho, Pepe formaria uma grande dupla com Ricardo Carvalho. No fim da temporada, Pepe acabou jogando muitas vezes de volante, numa tentativa desesperada de José Mourinho de marcar Messi. Foi o período dos quatro Superclássicos contra o Barcelona em apenas um mês.

Um cabeludo Pepe ao serviço do maior clube do mundo. (Créditos da imagem: https://www.realmadrid.com/pt/noticias/2014/04/pepe-50-jogos-na-champions-pelo-real-madrid

A partir da temporada 2011-12, Pepe formaria uma das principais duplas de miolo de zaga do Real Madrid, com Sergio Ramos. Juntos, eles venceriam o tri seguido da Champions League, capitaneados por Zinedine Zidane, que deu seguimento ao bom trabalho de Carlo Ancelotti após breve passagem de Rafa Benítez.

Dando confiança, ânimo e garra aos madrilenhos, Pepe era garantia de que os adversários não teriam vida fácil - e de que seria preciso disputar cada centímetro do gramado para ter alguma vantagem.

Ele também venceu mais duas ligas espanholas, duas Copas do Rei, dois Mundiais de Clubes e uma Supercopa europeia. Quando saiu do Santiago Bernabéu, em 2017, Képler Laveran de Lima Ferreira tinha inscrito o seu nome na galeria dos maiores ídolos do Real Madrid.

Passagem pela Turquia

Pepe se transferiu a custo zero para o Beşiktaş. No entanto, ele ficaria apenas um ano e meio no clube turco. Ao todo, 7 gols em 52 partidas.

Retorno à casa

Em janeiro de 2019, Pepe voltou ao Porto. A primeira temporada não foi lá tão feliz: em seis meses, terminou com o vice tanto da Final da Taça de Portugal quanto da primeira liga.

Como experiente e capitão, Pepe finalmente seria um dos esteios do time de Sérgio Conceição, que conseguiu fazer os Dragões recuperarem o título nacional.

O seu contrato vai até o próximo ano, quando o ídolo tripeiro fará 40 anos de idade.

Braçadeira de capitão no retorno ao Estádio do Dragão. (Créditos da imagem: https://www.ojogo.pt/futebol/1a-liga/porto/noticias/pepe-em-tratamento-e-no-regresso-do-plantel-do-fc-porto-aos-treinos-14667813.html

Seleção portuguesa

Para jogar na seleção portuguesa, Pepe recusou a seleção brasileira, durante a era Dunga (no ano de 2006). Em agosto de 2007, Pepe já vestiria a camisola nacional, sob o comando de Luiz Felipe Scolari.

O zagueiro se juntaria a Deco, o meia do Porto e do Chelsea, como um dos naturalizados. No entanto, a participação portuguesa na Eurocopa não foi tão longe quanto em 2004. Quatro anos depois, queda para Alemanha nas quartas.

Já sob as ordens de Carlos Queiroz, Pepe muitas vezes jogava de volante, emulando seu papel no Real Madrid. Portugal caiu para a Espanha nas oitavas da Copa de 2010. Pepe enfrentou o Brasil pela fase de grupos, no empate por 0 a 0.

Capitão da seleção portuguesa e mais de cem partidas: Pepe é garantia de recordes atrás de recordes. (Créditos da imagem: https://www.lance.com.br/mais-que-um-jogo/pepe-agora-faz-parte-lista-especial-selecao-portugal.html

Na Euro de 2012, mais uma eliminação para a Espanha, desta feita na semifinal, nas penalidades máximas. Pepe marcou um gol na fase de grupos, além de acertar o seu penal contra La Fúria.

As Copas de 2014 e 2018 também não mostraram um grande desempenho de Portugal, embora Pepe tenha marcado na eliminação diante do Uruguai nas oitavas do Mundial na Rússia.

O momento máximo de Pepe com a camisola portuguesa viria justamente na final da Eurocopa de 2018. O zagueiro jogou como um leão, bloqueando o ataque francês e ajudando a superar a ausência de Cristiano Ronaldo, que se lesionou logo no início da partida. Ao final, após o título, Pepe foi eleito o melhor jogador da decisão, um prêmio justíssimo.

Em 2019, ainda seria coroado com mais um título, na geração mais talentosa a surgir em Portugal: a taça da Liga das Nações, conquistada em sua “casa”, o Estádio do Dragão, no Porto.

Ao todo, são 124 partidas por Portugal, com 7 gols marcados. Uma carreira excepcional para um dos zagueiros mais importantes da história do futebol neste século 21.

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