Saiba tudo sobre o primeiro clássico Paysandu e Remo, que terminou em igualdade nos acréscimos, além de confrontos entre torcedores e policiais

Tabu mantido na Curuzu

Em jogo válido pelo Campeonato Paraense de 2022, na Curuzu, o Paysandu arrancou um empate suado nos acréscimos da partida contra o Remo, seu maior rival. O resultado manteve um tabu recente. Nas últimas oito vezes em que visitou o Paysandu, o Remo se manteve invicto.

Assim, com a igualdade de ontem, são 4 empates e 5 vitórias do Remo em pleno estádio do Paysandu. Aliás, a última vez em que o Papão da Amazônia conseguiu superar o rival em seus domínios foi no longínquo ano de 2001, em um jogo disputado pela Série B.

Agora, pelo grupo A, o Paysandu segue na liderança, com um jogo a menos. São 14 pontos em 6 jogos, sendo 13 gols a favor e apenas 2 contra, a melhor defesa de toda a competição.

Já o Remo disputa nos critérios de desempate a chance de ser o primeiro do Grupo C. No momento, com 7 partidas, são 13 pontos, empatado com a Sociedade Esportiva Caeté. No entanto, a classificação parece assegurada, ainda que seja como um dos melhores terceiro colocados.

Como foi a partida

O clássico de número 763 teve dois tempos distintos, um para cada lado. Na primeira etapa, de predomínio do Paysandu, mostrou toda a sua superioridade técnica, marcando em cima do rival e fazendo valer o seu mando de campo. Para isso, contou a experiência do volante Ricardinho, de 36 anos, fundamental na subida do Botafogo para a Série A no ano passado. Ele leu o jogo muito bem, tanto armando quanto fechando os espaços.

Mikael poderia ter aberto o placar numa cabeçada, mas parou num verdadeiro milagre feito por Vinicius. Já o segundo tempo teve o dedo do técnico Paulo Bonamigo, que retirou Felipe Gedoz e colocou Ronald. Assim, renovado após o intervalo, o Remo conseguiu equilibrar as ações, fazendo o goleiro Elias Curzel trabalhar.

No entanto, o 0 no placar só seria alterado mesmo próximo do fim da partida. E quem subiria mais alto do que toda a defesa bicolor seria justamente o atacante Brenner, aos 43 minutos. Ele que veio como a grande contratação do Remo mostrou todo o seu talento. Revelado pelo Juventude e com passagens por Internacional e Botafogo, Brenner retorna agora ao Brasil após período no exterior.

O atacante Brenner em treinamento com bola

Quando tudo parecia perdido para o Paysandu, o Papão conseguiu a igualdade também numa bola aérea. E com um jogador que já vestiu o manto do Leão Azul: Diguinho, para fazer valer a Lei do Ex (quando um jogador marca no seu antigo clube), deixou tudo empatado.

Além da manutenção do tabu, como dito acima, o Remo manteve a sua vantagem sobre o Paysandu no número de vitórias. Agora são 259 empates, sendo 266 triunfos do Rei da Amazônia e 238 do Esquadrão de Aço.

O próximo confronto do Paysandu é no sábado, contra o Castanhal, fora de casa. Já o Remo recebe o Águia de Marabá no Mangueirão. Ambas as partidas ocorrem às 15h30.

Jogadores disputam a bola pelo alto na Curuzu

Confronto da torcida com a polícia

Se dentro de campo as grandes emoções ficaram reservadas para o final, no mesmo período fora dele, na arquibancada, a violência correu solta. Ainda não se sabe por qual razão esse conflito começou, mas o fato é que até spray de pimenta foi usado pelo policiamento na tentativa de conter os torcedores.

Torcida do Paysandu faz a festa em sua casa durante o clássico

O Campeonato Paraense de 2022

O Parazão 2022 segue os últimos formatos de disputa, já tendo consolidado um formato para definir o campeão estadual. Assim, os doze clubes da elite paraense são divididos em três grupos de quatro. Cada equipe realiza 8 partidas, contra todos os times dos outros 2 grupos, em turno único.

A partir daí, os dois melhores se qualificam para as quartas-de-final, junto com os dois melhores terceiros colocados. Essa fase eliminatória é composta de jogos ida e volta, no estilo mata-mata. A final está prevista para o dia 4 de abril.

O Paysandu é o atual bicampeão do torneio, em busca do seu título de número 50! Por outro lado, o Remo não quer deixar o rival se sagrar tricampeão e busca diminuir a diferença, levantando o seu troféu de número 47. A Tuna Luso não parece ter forças para competir esta temporada com os dois gigantes.

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