Enquanto o técnico do Fluminense disse que nada está ganho, o treinador rubro-negro confia na superação para levar o tetra

Feliz e aliviado pela vitória, que curou cicatrizes, Abel Braga saúda os torcedores no Maracanã

Após a vitória redentora de 2 a 0, com gols de Germán Cano, os vestiários do Maracanã viram atitudes opostas dos treinadores. Sem euforia, Abel Braga mostrou mais alívio do que alegria, enquanto Paulo Sousa reconheceu os erros mas discursou com confiança no título.

A segunda partida da final do Campeonato Carioca vai acontecer neste sábado, às 16h, no Maracanã. Com mando de campo tricolor, a torcida será dividida, tal como na partida de ontem (30/3), quarta-feira. O Fluminense tem boa vantagem, podendo perder por um gol que ainda assim vai levantar a taça. Já uma vitória do Flamengo por 2 gols de diferença leva para os pênaltis. Para gritar “é campeão” no tempo normal, o rubro-negro precisa vencer por 3 ou mais gols.

Falam os treinadores

Mesmo com a vitória, Abel Braga não se furtou a reclamar a arbitragem, que teria impedido Willian Bigode de finalizar para o gol, ainda nos 45 minutos iniciais: “Estávamos vendo agora o lance no primeiro tempo e o gol é muito mal anulado, o VAR botou a linha de impedimento totalmente equivocada, sinceramente, não dá para entender”.

Abelão explicou a alteração na equipe, com a entrada de Ganso desde o início: “O Ganso foi até onde ele podia, o correto era colocar ele depois, mas eu senti tanta vontade nele quando conversei com ele que estava pensando em colocá-lo de início que eu falei ‘vou colocar’. Eu sabia de antemão que ele não ia aguentar, e eu falei para ele ‘por favor, no momento que não suportar, avisa’.”

O treinador do Flu evitou cantar o título antes da segunda partida, reconhecendo que tem ainda um grande adversário no jogo de volta: “É uma vitória que não nos garante nada, vamos colocar a bola no chão de novo e ver o que vai acontecer. Nosso presidente comentou isso, ali no vestiário, [lembrando] o saudoso [escritor e torcedor tricolor] Nelson Rodrigues, [para calçarmos a] sandália da humildade”.

Paulo Sousa instrui Gabigol, que entrou com a braçadeira de capitão na final de ontem


Por seu turno, o técnico Paulo Sousa assumiu a responsabilidade pelo mau resultado: “Hoje sem dúvida estivemos todos muito mal individualmente, tecnicamente e taticamente. E eu sou o primeiro a me colocar à frente do grupo. As coisas não funcionaram, e o nosso adversário esteve muito melhor”.

O português também comentou sobre a atuação de Léo Pereira, que falhou nos dois gols de Germán Cano: “Claro que ele tem de dar a volta. Eu, como líder, e seus colegas têm de ajudá-lo. Ele tem uma personalidade forte, iniciou muito bem nessa temporada. Só que é um jogador infelizmente que tem tido esses momentos que condicionam resultados e que lhe trazem muita pressão”.

O comandante rubro-negro preferiu adotar uma atitude positiva, confiando na reversão da vantagem tricolor neste sábado: “Temos capacidade tática para superar nosso adversário, mesmo um adversário que tem vantagem de dois gols. Vai continuar fechado e procurando decisões erradas do Flamengo a nível individual. Mas temos confiança nos processos, no elenco e nos nossos jogadores para podermos superar esse caminho difícil e sermos tetra”.









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